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REFLEXÕES SOBRE A AMAZÔNIA

Outro dia recebi um E-mail muito interessante, que teve origem na Universidade de Brasília (UnB). Professores daquele conceituado estabelecimento de ensino superior, enviados aos Estados Unidos da América para realizar cursos de pós-graduação, voltaram assustados e indignados com o que viram naquele país.
Lá, segundo informaram, as crianças e adolescentes estão sendo doutrinados pelos seus professores, nas escolas de 1º e 2º graus, para acreditarem que a Amazônia está sendo devastada pelos bárbaros, os latino americanos, e que eles, os norte americanos civilizados, têm o dever e o direito de impedir este "crime ecológico".
 As rodovias de integração, que tiraram a maior parte dos brasileiros que vivem naquela região do mais brutal isolamento, são apontadas como vetores de destruição da floresta. Mentiras desavergonhadas são ditas a respeito da devastação da selva, sempre exagerada, e das tribos indígenas. Diga-se que, no Brasil, os grupos indígenas constituem minorias privilegiadas, para as quais foram e estão sendo demarcadas áreas muitíssimo superiores às suas necessidades, algumas delas maiores que países da Europa.
Falando sobre índios, é útil lembrar que, aqui entre nós, enquanto o notável sertanista general Rondon tinha como lema, nos seus contatos com estes brasileiros autóctones, "MORRER SE PRECISO FOR! MATAR NUNCA!", nos Estados Unidos da América o Exército foi empregado para combater as nações índias, aniquilando-as. Os sobreviventes foram enviados a ridículas e áridas reservas, onde muitos pereceram vitimados pela fome.
Nos mapas geográficos usados nas escolas norte-americanas, a Amazônia Legal não faz parte do nosso território e aparece com o título de "região sob controle internacional". Aliás, em países europeus, militares brasileiros viram, em bancas de jornal, mapas da América do Sul, onde as áreas demarcadas para os Ianomamis, no Brasil e na Venezuela, desenhavam um novo país, denominado "Nação Ianomami". É bom lembrar que, de acordo com ilustres estudiosos dos Índios do Brasil, a "nação Ianomami" não existe e este nome foi inventado por uma jornalista francesa.
Daqui a 10 anos as crianças norte-americanas, hoje doutrinadas com todas essas mentiras, serão adultos, que estarão formando a opinião pública e integrando as poderosas Forças Armadas da potência hegemônica. 
Mas para que os norte-americanos querem a Amazônia? 
Acontece que os recursos existentes naquela vastíssima região são colossais e diversificados. Certamente já foram mapeados, via satélite, há muito tempo. Nós, dos países pobres, mesmo es-tando bastante atrasados em relação aos ricos, já conhecemos suficientemente as técnicas de imageamento por satélites para sabermos que, por intermédio delas, pode-se detectar, com exatidão, o que existe no subsolo da floresta. Além do mais ali estão enormes reservas de água doce, que serão importantíssimas no futuro. 
Mas de que modo poderão apossar-se da Amazônia? Como já estão fazendo, atuarão inicial-mente através de pressões políticas e econômicas, bem como pela "contaminação cultural", isto é, pela divulgação maciça de falsos argumentos de fundo ecológico, que dificultam ou impedem a ocupação e o desenvolvimento sustentável da região. No futuro, certamente usarão a força bruta, empregando seus soldados! 
Os brasileiros estão na Amazônia desde os tempos coloniais. Muito trabalho e muito sangue patrício custou e vem custando o desbravamento e a manutenção desta grande área, que representa quase dois terços de nosso território. Nossas fronteiras estão, hoje, bem demarcadas e não temos pendências territoriais com os vizinhos. 
O Exército Brasileiro é pioneiro nesta presença. Agora, neste exato momento, muitos militares lá estão, com suas esposas e filhos, em pequeninas cidades e vilarejos com nomes estranhos, que a maioria dos brasileiros desconhecem. 
Estirão do Equador, São Gabriel da Cachoeira, Cucuí, Iauretê, Querari, Ericó, Surucucu, Normandia, Paracaima e tantos outros, são alguns lugares muito remotos, de onde estas sentinelas vigiam a Amazônia Brasileira. 
Os espaços amazônicos são incomensuráveis e sua ocupação é dificílima. Belém está mais longe de Manaus que de Brasília, as vias de comunicação são precárias e a população é rarefeita. Aí está um dos maiores vazios ecumênicos do planeta! 
Por isto, durante o governo de José Sarney, homens com visão geopolítica conceberam o projeto multiministerial denominado "Calha Norte", que tem, entre outros objetivos, ocupar, de modo ordenado e sem danos ambientais, o espaço territorial ao norte do Amazonas/Solimões, justamente a região agora ameaçada pelos narco-guerrilheiros colombianos e alvo da cobiça estrangeira. De toda parte vieram críticas, dizendo que o projeto representava a "militarização da Amazônia".
Tais críticas, apoiadas em ampla propaganda enganosa, certamente foram patrocinadas pelos grupos e organizações estrangeiras que não querem ver os brasileiros controlando efetivamente a Amazônia, pois isto atrapalharia os seus planos de conquista.
No entanto tiveram êxito, pois o projeto foi abandonado, quase totalmente, uma vez que só as Forças Armadas, particularmente o Exército, cumpriram as metas previstas.

Nós militares sempre estivemos e sempre estaremos na Amazônia Brasileira. Os "guerreiros de selva", muito bem preparados pelo Centro de Instrução de Guerra na Selva e conhecidos por sua elevada competência em todo o mundo, certamente estarão prontos para o que der e vier! Faço votos que a sociedade civil, como aconteceu com os professores da UnB,entenda os riscos que estamos correndo e eleve a sua voz, atuando sobre os políticos para que não se rendam às pressões absurdas, pois a selva é nossa e a Amazônia nos pertence!" Obrigado pela atenção.

 

BRASIL ACIMA DE TUDO

 

Mario Hecksher

 


   
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