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(Agência Brasil - ABr) - Depois de quatro meses de
convivência, ainda não foi consumado o casamento entre os chimpanzés
Paulinho e Rina que vivem no Zoológico do Rio de Janeiro, na Quinta
da Boa-Vista. O acasalamento dos dois é acompanhado com grande expectativa
pelos biólogos da Fundação Rio-Zôo, que esperam assegurar no local
a reprodução em cativeiro da espécie, o que não acontece desde 16
de janeiro de 1963, quando nasceu o Macaco Tião. Durante 33 anos,
Tião foi a maior atração do Zoológico, mas não deixou herdeiros,
apesar de intensa vida amorosa.
A equipe do Zôo decidiu apostar no vigor e na juventude
de Paulinho, que tem 17 anos, para fazer par com Rina, que veio
de Santa Catarina e tem idade imprecisa, entre 22 e 25 anos, e promoveu
o casamento dos chimpanzés em 12 de junho passado, após um período
de aproximação e conhecimento. Paulinho também não consolidou experiência
anteriormente realizada com a macaca Cássia, durante 10 anos de
idas e vindas.
Em busca de solução foi criado um Programa de Reprodução
para acompanhamento dos quatro chimpanzés mantidos pela instituição:
os machos Paulinho e Pipo e as fêmeas Cássia e Rina. O programa
definiu dois casais em viveiros separados, tratou da ampliação dos
viveiros e incorporou ações do Programa de Bem Estar Animal, também
em desenvolvimento no Zôo, como a colocação nos espaços de brinquedos,
coco e palhas que estimulam o entretenimento e o relaxamento dos
animais.
Para o biólogo Valdir Ramos Júnior, do Setor de Mamíferos,
o convívio de Paulinho e Rina é considerado ótimo, porque os macacos
não brigam, se tocam e se comunicam emitindo sons. Já Pipo e Cássia
estão em fase de aproximação, separados por grades, embora já tenham
vivido um casamento de três meses que terminou em brigas e pancadarias.
Após a separação, Cássia foi viver com Paulinho. O biólogo assegura
que o esquema será mantido até fevereiro de 2003, para quando está
prevista nova tentativa de alcançar a reprodução dos animais, em
outro esquema. Desta vez, cada macho viverá com as duas fêmeas durante
seis meses. O outro, então, ficará sozinho neste período, já que
não há possibilidade de incorporar outra fêmea devido aos espaços
pequenos, como determina regra do Ibama.
Ramos Júnior explica que os chimpanzés (Pan troglodytes)
são animais de grupo e que mudam radicalmente quando mantidos em
cativeiro. A vida em conjunto faz com que os machos aprendam os
procedimentos da reprodução, sistema ao qual nenhum dos quatro macacos
teve acesso. Já que nenhum deles apresenta problemas hormonais,
ele não descarta ainda futuras tentativas, como a exibição para
o grupo de vídeos eróticos, prática usada nos zoológicos dos Estados
Unidos em viveiros fechados para estimular a cópula entre os animais.
(Norma Nery)

Veterinária é tema de congresso em Pernambuco
Brasília, 28/10/2002 (Agência Brasil - ABr) - A Universidade
Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) promove o Congresso e Feira
de Tecnologia Aplicada à Veterinária (Cotavet), de 30 de outubro
a 1º de novembro. Cursos e palestras serão ministrados no Centro
de Convenções de Pernambuco e no Departmaneto de Medicina Veterinária
da universidade. Ao final de cada dia, haverá uma rodada de negócios,
encontro de fornecedores e compradores de produtos e serviços. Acupuntura
e ultrassonografia em pequenos animais, ordenha e higiene do leite
e casqueamento em grandes animais são os temas dos cursos no primeiro
dia. As palestras abordarão assuntos como gerenciamento em clínicas
veterinárias, perspectiva da clonagem na produção animal, produção
de embriões, perspectivas da defesa sanitária no Brasil e segurança
alimentar, entre outros. O evento é voltado a veterinários, zootecnistas,
biólogos, engenheiros de pesa, agrônomos, empresários, estudantes
e consumidores de produtos de origem animal. Informações nos fones
(81) 3302.1400 e 3302.1405. (Lana Cristina)
Microencapsulação é tema de debate pela
Internet
Brasília, 28/10/2002 (Agência Brasil - ABr) - A técnica
da microencapsulação, tecnologia que consiste no acondicionamento
de substâncias em escala microscópica é o tema contral do bate-papo
virtual programado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT),
de São Paulo, para amanhã (29).
É a microencasulação que permite, por exemplo, que
o sabor do chiclete seja liberado gradualmente e que o comprimido
de vitamina C tenha efeito prolongado. Por meio dessa moderna técnica
é feito o acondicionamento de substâncias em escala microscópica.
Ela favorece o desenvolvimento de produtos diferenciados com novas
propriedades funcionais e "inteligentes" como a ação controlada
em um meio específico. Permite também modificar a forma aparente
e as propriedades físicas do material ativo, tais como a melhoria
do índice de fluidez.
As questões sobre o assunto serão respondidas pela
pesquisadora Marias Inês Ré, chefe do Laboratório de Tecnologia
de Partículas do Agrupamento de Processos Químicos do IPT. Para
participar basta acessar o endereço www.ipt.br/tecnologia/chat das 11h00 às
11h50. (Ubirajara Jr)
USP oferece cursos de especialização
na área ambiental
Brasília, 28/10/2002 (Agência Brasil - ABr) - Até
o próximo dia 14 de novembro a Universidade de Sao Paulo (USP),
por meio do Núcleo de Informações em Saúde Ambiental (Nisam) da
Faculdade de Saúde Pública (FSP) em conjunto com a Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo (Fau) e Faculdade de Direito, recebe inscrição
para os cursos de especialização na área ambiental. No total são
quatro cursos: Gestão Ambiental, Educação Ambiental, Direito Ambiental
e Engenharia de Saneamento Básico, que serão oferecidos com duas
opções de horário. A primeira é toda 2ª feira, 4ª e 5ª feira das
19h às 23h. A segunda opção de horário é toda 6ª feira das 19h às
23h e sábado das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Os cursos são dirigidos para profissionais de nível
superior com atuação e interesse na área ambiental. Com período
de duração de onze meses (de 3 de fevereiro a 18 de dezembro de
2003), os cursos serão realizados na FSP, na avenida Dr. Arnaldo,
715, em Cerqueira César. Com cargas horárias que variam de 460 até
500 horas-aula, os cursos tem mensalidades, dependendo da opção,
que variam de R$ 460,00 a R$ 560,00.
A taxa de inscrição é de R$ 40,00. Mais informações
na FSP - Serviço de Alunos, pelo telefone (11) 3066.7787. No departamento
de Saúde Ambiental, das 9h às 15h, pelo telefone (11) 3066.7712
(com Sérgio Ribeiro - HSA) e no Nisam pelo telefone (11) 3066.7118
ou por meio do site: www.fsp.usp.br/cursos/CUREXT.html. (Ubirajara
Jr, com informações da USP)
Curso capacita técnicos do Ibama sobre
áreas degradadas pela mineração
(Agência Brasil - ABr) - Capacitar técnicos que acompanham
processos de recuperação de áreas degradadas pela atividade mineradora
é o objetivo do curso que a Diretoria de Florestas do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
promove, de hoje a 15 de novembro, na Floresta Nacional de Carajás
(Pará). Com o título Recuperação de Áreas Degradadas, o curso tem
28 inscritos, entre técnicos do Ibama e também de empresas mineradoras.
Única unidade de conservação onde é permitida a atividade
mineral, as Flonas com atividade de mineração no país, atualmente,
são a de Ipanema em São Paulo (onde é explorado calcário), a de
Jamari em Rondônia (de onde é retirada a cassiterita), a de Saracá-Taquera,
no Pará (mineração de bauxita), as de Carajás e Tapirapé-Aquiri,
no Pará, onde se minera ferro, manganês, ouro e cobre. Para o engenheiro
florestal do Ibama, que coordena o curso, Jaime França, essa será
uma oportunidade para treinar os técnicos principalmente no tocante
ao estabelecido pela legislação que estabelece a reintegração das
áreas degradadas pela mineração às unidades de conservação.
A realização do curso tem a parceria do Departamento
Nacional de Produção Mineral (DNPM), da Companhia Vale do Rio Doce
(CVRD) e da Mineração Rio do Norte (MRN). Estão no conteúdo assuntos
como mineração e meio ambiente, formação de solos, legislação e
licenciamento ambiental, condicionamento do substrato e seleção
de espécies para revegetação, ecologia de campo e de regeneração
vegetal, entre outros. Nos dias finais, haverá um mini-curso de
20 horas sobre geoprocessamento e GPS. (Lana Cristina)
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